A DANÇA E a MÚSICA CIGANA
 

 A  DANÇA E  MÚSICA CIGANA

A NOSSA DANÇA ESTA PRESENTE NAS ESTRELAS….
NO SOL QUE NASCE……. NA LUA CHEIA………
NAS ONDAS DO MAR.. NAS FOLHAS DAS PALMEIRAS…
 

Esta dança incorpora algumas influências de outras danças,

 como a dança do ventre e a dança Flamenca. 

Isso não aconteceu por acaso, lendas contam que os ciganos deixaram a Índia e se espalharam pelo mundo. 

Mas a verdade é que cada grupo cigano acabou recebendo fortes influências da cultura do país onde se fixou. 
A dança cigana, particularmente além de extremamente sensual, está carregada de simbolismo. É incorporado o princípio do remelexo suave dos quadris, movimentos amplos dos braços e sensual das mãos.

A trilha sonora é composta por violinos, sanfonas, violões e pandeiros, num ritmo contagiante. As dançarinas usam saias rodadas, num colorido intenso e muitas bijouterias. 

Aos homens cabe apenas apreciá-las ou, no máximo acompanhar o sedutor bailado.

A liberdade concedida pela dança, faz com que ela transmita uma energia incrível durante a realização da dança. Além de usar o seu próprio corpo para extravasar seus sentimentos, a dançarina recorre a objetivos de forte simbolismo e com eles cria algumas danças muito marcantes como: 

Dança do Leque 

com um leque em punho e o olhar penetrante, 

ela expressa amais pura sedução. 


Dança da Echarpe

são usados durante as danças de comemoração a casamentos e para celebrar a amizade entre os povos.As echarpes podem percorrer o corpo durante a dança ou se encontrarem no ar em sinal de união. 


Dança do Pandeiro -

 Enfeitado com fitas coloridas, os pandeiros anunciam 

que é dia de muita alegria, que é hora de festejar. 

 

A MÚSICA CIGANA

A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança cigana. A música e a dança cigana possuem influência hindu, russa, árabe, húngara, romena e espanhola. 

É especialmente desses três últimos países que são originários os músicos ciganos. Mas a maior influência na música e na dança cigana dos últimos séculos é sem dúvida espanhola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco.

 Beethoven buscou na música cigana inspiração para muitas de suas obras. Tanto a música como a dança cigana sempre exerceram fascínio sobre grandes compositores, pintores e cineastas.

 Há exemplos na literatura, na poesia e na música de Georges Bizet, Manuel de Falla e Carlos Saura que mostram nas suas obras muito do mistério que envolve a arte, a cultura e a trajetória desse povo. 


Tanto na península Ibérica como na América hispânica, sua contribuição às artes – especialmente música, canto e dança – foram consideráveis. Destaca-se a esse respeito a música e a dança flamenca

 e o canto dos ciganos andaluzes. 
No Brasil, apesar da presença dos ciganos desde o século XVI, 

eles têm pouca influência na música popular ou no folclore. 

Aqui, a música mais tocada e dançada pelos ciganos é a música Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento de ritmo das mãos e dos pés e sons emitidos sem significação para efeito de acompanhamento. Essa música é repetida várias vezes enquanto as moças ciganas dançam. Alguns outros grupos de ciganos no Brasil conservam a tradicional música e dança cigana húngara, um reflexo da música do leste europeu com toda influência do violino, que é o mais tradicional símbolo da música cigana. 


 RITMOS CIGANOS;


- o ritmo baladi que vem do Egito envolve movimentos 

com objetos ciganos. 

Alguns movimentos envolvem lenços, facas 

e até mesmo garrafas de bebidas nas mãos; 


- a Zapaderin, dança secreta das ciganas, que invoca o amor do cigano. A cigana, através da dança invoca espiritualidade a sua força; 


- Manouche, Sinti, Kauderashs, todos trazem sua dança e seus belíssimos ritmos que são transformados numa única experiência artística e musical, trazendo do íntimo da mulher a sensualidade,
a alegria e a beleza de sua força interior. Portanto, os ciganos possuem diferentes tipos de música

para diferentes ocasiões. 

Textos da cigana,

Mhãinah Regly

FOTOS DO 1° ENCONTRO DE CULTURA ÁRABE DO ES



FLAMENCO

O cigano radicado na Andaluzia passou a ser conhecido como flamenco na Idade Média. Com o tempo, o termo passou a designar grande parte do folclore andaluz e das zonas vizinhas,

especialmente a música e a dança. 


Flamenco é a arte do canto e da dança própria dos ciganos espanhóis da Andaluzia, que se propagou a outras regiões da Espanha e tornou-se comum nas cidades mediterrâneas e grandes núcleos urbanos, como Madri e Barcelona. Embora seja de fundo árabe, está estreitamente ligado aos ciganos, nos quais encontrou seus verdadeiros intérpretes. A essência do flamenco é o canto, freqüentemente acompanhado de violão. Os cantos e bailes flamencos constituem arraigada tradição do povo andaluz, que neles traduz seus momentos de alegria ou tristeza, extravazando sentimentos, sempre impregnados das idéias de amor e morte. Atualmente o flamenco encontra-se bastante comercializado, fazendo parte de espetáculos teatrais. 
As origens do flamenco remontam às danças e cantos pré-cristãos do sul da península Ibérica. Esse substrato nutriu-se das contribuições sucessivas de vários povos, especialmente árabes e judeus. A imigração de povos ciganos no século XV foi dando contornos definitivos a essa arte, reconhecida como tal desde o século XVIII, quando as canções ganharam letra. A partir do século XIX, os ciganos começaram a dançar e cantar profissionalmente nos cafés. Surgiu assim a figura do guitarrista, acompanhante habitual do cantaor, nome que se dá ao vocalista. O ritmo da dança e do sapateado é marcado por palmas, gritos de incentivo ou reprovação denominados jaleo, estalar de dedos e unhas (para os homens) e toque de castanhola (para as mulheres), 

todos componentes essenciais do espetáculo. 
Contudo, o aproveitamento turístico dá a essas manifestações artísticas aspectos frequentemente menos genuínos do que aqueles que se encontram habitualmente nos ciganos. 
Dos gêneros mais antigos do flamenco, como as nostálgicas cañas e soleares, derivaram formas mais modernas e jocosas. A siguiriya, de raízes ancestrais, e a saeta, lamento pela paixão de Cristo, são outras modalidades do flamenco. A partir da segunda metade do século XX, o flamenco passou a sofrer diversas influências, que as correntes tradicionais tentam evitar para não serem desvirtuadas. 
O cantor José Meneses, a bailarina La Chunga e o guitarrista Manitas de Plata são artistas flamencos de destaque. 


TEXTO;
- Enciclopédia Barsa- macropédia, volume  6 (Flamenco). 

FOTOS DO 1° ENCONTRO DE CULTURA ÁRABE DO ES

 

  MAPA DO SITE - PRINCIPAL

Webmaster&Design: Maria Inês de Paula Bomfim do Prado